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sábado, 8 de setembro de 2018

Recordar é envelhecer: Mario Kart 64 (Nintendo 64)



Introdução

No ano de 1992 o game Super Mario Kart foi lançado para o Super NES, e logo fez um estrondoso sucesso. Tendo Shigeru Miyamoto ocupando o cargo de produtor e contando também com Tadashi Sugiyama (Ice Climber, Super Mario Bros. 2, Pilotwings) e Hideki Konno (Super Mario Bros. 3, Super Mario World) ambos ocupando o cargo de diretor, o game não tinha como não dar certo. Foram mais de 8 milhões de cópias vendidas no mundo todo, fazendo de Super Mario Kart o terceiro jogo mais bem sucedido do Super NES. Tal sucesso fez com que ocorresse o óbvio: nascia mais uma sub-franquia da série Mario, e em 1996 veio para o Nintendo 64 a aguardada sequência, que recebeu o nome de Mario Kart 64.

Novamente Shigeru Miyamoto ocupava o cargo de produtor, só que agora apenas Hideki Konno voltaria como diretor. O salto de qualidade entre Super Mario Kart e Mario Kart 64 era gritante: com o último tendo todos os cenários e objetos em bacanas gráficos em 3D, o que já era bom ficou ainda melhor, pois a nova tecnologia permitiu que as pistas tivessem características que não eram possíveis de serem concebidas no game anterior.


Sobre o game



Mario Kart 64 traz 4 modos de jogo (Grand Prix, Time Trial, Versus, e Battle) e 8 personagens selecionáveis, que são: Mario, Luigi, Bowser, Princesa Peach, Wario, Yoshi, Toad, e Donkey Kong. Cada um dos personagens possui características distintas, sendo que eles variam em peso, velocidade e aceleração. Todos os oito personagens participam em cada corrida, sendo que até quatro deles podem ser personagens jogáveis, enquanto o restante é controlado por computador.

O modo Grand Prix é o principal do jogo, e nele os jogadores (até 2 no total) devem competir com os personagens controlados pelo computador em um torneio composto de corridas em quatro pistas individuais, organizadas em quatro etapas (aqui chamadas de “copas”). Para cada corrida, os pontos são concedidos com base na posição que cada competidor terminar uma prova, sendo que o jogador precisa tirar no mínimo o quarto lugar para prosseguir para a próxima pista. No final, o grande vencedor é decidido com base no número de pontos que vão sendo acumulados por toda a competição. O jogador pode escolher livremente qualquer uma das 4 copas existentes no início do jogo, assim como a dificuldade, que é medida pela potência do motor (50, 100 ou 150cc). Quanto mais potente o motor, logicamente mais rápido os karts serão, e consequentemente mais difícil as corridas se tornarão.



O modo Time Trial é mais para treinar as pistas ou para aquele jogador que gosta mesmo é de mostrar ser o mais rápido de todos, já que ele permite a um jogador disputar uma corrida em qualquer uma das pistas do jogo, sozinho ou contra um competidor “fantasma”, onde ele busca melhorar seu tempo na pista. O jogador começa com três cogumelos (que permitem explosões de velocidade), mas não pode obter os demais itens adicionais costumeiros nas corridas normais. Caso o jogador esteja correndo com um competidor fantasma, este jogador fantasma imitará os movimentos que foram gravados da jogada anterior que serviu de base para sua criação. É curioso notar que até os dias de hoje, mesmo depois de anos do lançamento original de Mario Kart 64, ainda existem diversas comunidades on-line dedicadas a registrar os recordes de tempo em cada pista do jogo.

Já os dois modos restantes do jogo, são para serem disputados por mais de um jogador: no modo VS, a corrida acontece normalmente só que apenas com os personagens escolhidos pelos jogadores, ou seja, nada de competidores controlados pelo computador aqui, sendo uma modalidade excelente para se divertir exclusivamente com os amigos; enquanto que o Battle mode, os jogadores competem em arenas cheias de itens, sendo que cada um dos participantes possui três balões grudados em seus karts, e vence aquele que for o único que ainda tenha pelo menos um de seus balões intactos no final.



Em relação aos gráficos, Mario Kart 64 claramente pegou emprestado muito do que foi utilizado em Mario 64, só que os problemas que existiam neste último, foram corrigidos e a taxa de quadros aumentada, fazendo com que nem mesmo inconvenientes slowdowns existam em Mario Kart 64, ou pelo menos eles sejam bem raros. Este jogo era de encher os olhos quando foi lançado em 1996, e até hoje continua esbanjando belos gráficos! Os diversos cenários do jogo são bem construídos, os efeitos de luzes utilizados em certos momentos dão vida ao game, e o design dos personagens está praticamente perfeito! Jogadores acostumados com os gráficos mais “perfeitos” dos consoles atuais podem até mesmo achar que Mario Kart 64 é um game feio, mas dentro os games de seu console e de sua época, ele fez realmente bonito. Como já afirmei antes, até hoje continuo achando que este game tem belos e agradáveis gráficos, mantendo muito bem o estilo cartoon que marca qualquer jogo da família Mario.

A sonoridade do game também é nota 10, trazendo efeitos sonoros bacanas, e todos bem agradáveis de se ouvir. Tudo tem um clima bem cômico e infantil, como deve ser todo deste tipo. Algo que chama a atenção logo no início do jogo, é a presença de vozes digitalizadas para cada um dos personagens. A trilha sonora, feita por Kenta Nagata, é muito boa, e traz temas bem diversificados, cada qual casando de maneira perfeita com cada cenário no qual ela se faz presente. Apesar de não termos remixes de velhos clássicos da série Mario por aqui, todas as músicas de Mario Kart 64 são bem similares ao que estamos acostumados a ouvir nos demais jogos da franquia Mario.



A jogabilidade de Mario Kart 64 é excelente, com todos os comandos funcionando de maneira precisa. Jogos de corrida tendem a ter controles difíceis, onde você sempre tem que saber o momento certo, e até quando deve frear seu carro para ser capaz de fazer aquela curva fechada. Aqui tudo é bem mais simples, e mesmo que o jogador tenha que ter uma certa habilidade nos controles, tudo é bem mais fácil de ser feito do que nos outros jogos de corrida que você encontra por aí. No mais, pise bem fundo no acelerador (mas quando a corrida já estiver rolando, e nunca antes de uma largada, ou seu motor sofrerá uma leve pane) e divirta-se!

Em relação a dificuldade, Mario Kart 64 está mais fácil do que seu antecessor lançado no Super NES, mas mesmo assim ainda traz um desafio considerável, com pistas cheias de obstáculos e desafios. O nível de dificuldade pode ser definido pelo jogador, então cada um deve escolher aquele que estiver mais dentro da suas capacidades. No modo Grand Prix, por exemplo, jogadores mais habilidosos e “espertos” que souberem explorar bem as opções que o jogo traz, como os itens de “guerra” que podem (e devem) ser usados contra os outros competidores, não terão tantos problemas de conseguirem se qualificar nas corridas. O jogador só deve ter em mente que os adversários também podem utilizar as mesmas “armas” contra ele, e procurar sempre se precaver de possíveis (ou inevitáveis) ataques. A inteligência artificial dos competidores controlados pelo computador é muito boa, e muitas vezes eles poderão dar um certo trabalho, mas nada que um bom jogador não dê conta do recado.

Conclusão



Seja sozinho, seja com um grupo de amigos, Mario Kart 64 é um game altamente divertido. Sua fórmula simples e viciante pode ser aproveitada pelos mais variados tipos de gamers, do casual ao hardcore, sem o menor problema. Um jogo onde, mesmo com toda sua competição escancarada, o que vale mesmo é se divertir. Mario Kart 64 é um dos melhores games de corrida que já tive o prazer de jogar, e talvez seja por isso que continuo jogando-o até os dias de hoje.

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